
Mais de 15 mil unidades, destinadas a esse público, foram construídas na Grande São Luís.
SÃO LUÍS - Ele adora tocar cavaquinho em suas horas de folga e é apaixonado por pagode, ainda é solteiro, mas pretende em breve encontrar uma parceira para dividir o lar, que conquistou há um ano e três meses, por meio de um programa habitacional do governo federal. O funcionário público Itaan Pereira Freire, de 39 anos, é um dos milhares de ludovicenses que conseguiu, nos últimos anos, a tão sonhada "casa própria". Alguns esperam ansiosos apenas pela construção do imóvel, depois da compra 'na planta'. O Condomínio Artur Carvalho, localizado no bairro Turu, onde Itaan Freire mora, é um dos residenciais de classe média baixa que se tornou um fenômeno na capital, principalmente pela facilidade nas formas de pagamento. Conforme dados do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Maranhão (Sinduscon) e da Caixa Econômica Federal, mais de 15 mil unidades habitacionais, destinadas a essa classe da sociedade, foram construídas de 2006 a 2010 na região metropolitana de São Luís. Turu, Aririzal e Cohama foram as áreas que mais receberam esse tipo de habitação.
O gerente regional de construção civil da Caixa Econômica Federal no Maranhão, Francisco Carlos Maciel, informou que essas residências populares passaram a crescer sistematicamente na capital desde 2006, quando o governo federal lançou, no Estado, o "Programa de Arrendamento Residencial" (PAR), que oferece imóveis para trabalhadores de baixa renda, adquiridos por meio de sorteio e arrendamento, com período de 15 anos para quitação. "A classe média de São Luís teve um crescimento significativo em seu poder aquisitivo. Partindo desse panorama, os empresários da construção civil passaram a ter uma crença maior nos financiamentos para esse público. Aliado ao cenário favorável, o Governo Federal lançou vários programas de financiamento residencial voltados para trabalhadores com renda de 1 a 10 salários mínimos, que, na maioria das vezes, utilizam recursos oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nesse financiamento. O PAR, que utiliza recursos federais por meio do Fundo de Arrendamento Familiar, deu esse pontapé e abriu a porta para vários outros projetos desse formato, o que contribuiu muito para o cenário atual", explicou.
Depois que o PAR chegou a São Luís, programas como o "Minha Casa Minha Vida" e o "Imóvel na Planta" passaram a atrair ainda mais pessoas interessadas em comprar a casa própria, pagando prestações mensais de acordo com a sua realidade financeira. Segundo o Sinduscon, o Maranhão se destacou como o segundo estado do país que mais assinou contratos desde que o "Minha Casa Minha Vida" foi lançado em abril do ano passado. Até o momento, já foram assinados contratos para construção - somente de pessoas que ganham até três salários mínimos - de 30 mil imóveis.
Com as assinaturas de contratos para essas 30 mil moradias, foi liberado pela Caixa Econômica quase R$ 1 bilhão e 200 milhões. Amanhã vai ser lançada em Brasília (DF), pelo governo federal, a segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida", junto com a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Fonte: O Estado do Maranhão